Ananias era um homem de estatura mediana , cabelos lisos e que morava com sua mãe num barraco de madeira num terreno onde viviam mais três famílias , todos parentes . localizado na praia de sepetiba , próximo á praça Oscar Rossim . Ananias também pescava de vez em quando e no quintal com as famílias era tido com um homem sombrio , esquisito , que ao anoitecer , pela madrugada perambulava por todo o terreno . em dias de temporal o vento suldoeste castigava as árvores que balançavam violentamente seus galhos . o povo do quintal evitava ao máximo sair das casas por dois mtivos : pelo frio que estava fazendo e pelo medo que tinham do Ananias .
o homem era acusado pelas mulheres do quintal de sumir com as roupas do varal . quando acontecia , calcinhas apareciam rasgadas pelo chão . com o tempo , as roupas ficavam no máximo até as cinco da tarde do lado de fora . mas era em noite de lua cheia que as pessoas falavam do homem . há quem o via no fundo do quintal uivando madrugada á dentro . outras escutavam o arranhar em suas portas... mas que o sujeito era esquisito isso era . Ananias tinha os dentes faltando , de fala grossa e complicada tinha na época seus 50 anos .
estaria o povo daquele lugar inventando histórias ? mas então e as roupas que sumiam do varal ? ou então quando amanheciam rasgadas ? ou seria apenas boato ? porém , em bairro pequeno fofoca corre rápido . Ananias se irritava ao ser chamado de lobisomem do quintal . dizia que ia bate , meter o pau no abusado seguido pela sua mãe que o protegia com unhas e dentes . ''o cara era daqueles filho que não se casa e vira arrimo de mãe , e que a mesma faz todas as suas vontades . mesmo depois de bem velho''.
mas tirando toda a lenda que o povo falava , Ananias era um homem bom , que não fazia mau á ninguém vivia com sua mãe comendo seu peixe com feijão preparado á fogo de lenha .
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
''ZÉ, O HOMEM QUE VIU O DIABO''
Zé era um pescador que morava numa localidade chamada ''guarda''. local em Sepetiba que numa parte há um morro e do outro lado dá para a Base Aérea de Sta. Cruz . talvez seja por isso o nome do local . a guarda do quartel ás vezes fazia ronda do lado de Sepetiba .
Zé morava com os irmãos e a mãe , e quase toda vez quando voltava da pescaria ia p/ sua casa . a não ser nos finais de semana que tirava pra tomar uns'' goles''. Zé pretinho , como era chamado pelos amigos era bem querido na redondeza . homem prestativo era sempre visto andando á pé . ( talvez ele não soubesse andar de bicicleta ) . com suas canelas finas e'' russas'' , o homem chamava um pouco atenção por onde passava . ainda mais quando colocava aqueles shorts largos .
mas foi numa madrugada de domingo p/ segunda que Zé pretinho viu uma coisa que levaria p/ resto de sua vida . ao chegar em casa vindo do bar , tentou entrar pela porta da frente . verificou que a mesma estava trancada . foi então, para os fundos , que por sinal o terreno era bem grande . cheio de plantas e um bambuzal ao lado de um poço . Zé se guiava pela claridade da lua . foi até o tanque , lavou o rosto , os pés...
ao virar-se para o matagal viu a imagem de um homem de cor avermelhada , careca e dando gargalhadas . a estranha figura parecia está pegando fogo... Zé não ficou p/ conferir mais detalhes . mexeu na maçaneta da porta , bateu , bateu e nada . a porta dos fundos também estava trancada . correu p/ rua e ao ir se distanciando escutava as risadas daquela sombria criatura .
naquela noite Zé dormiu na casa de seu ''tio Nina'', também pescador . mas , no dia seguinte ele só contou o ''acontecido'' para algumas pessoas . portanto , não adiantou . quase todos ficaram sabendo na praia . no começo dos anos 80, Zé pretinho ficou conhecido como ''o homem que viu o diabo''.
Zé morava com os irmãos e a mãe , e quase toda vez quando voltava da pescaria ia p/ sua casa . a não ser nos finais de semana que tirava pra tomar uns'' goles''. Zé pretinho , como era chamado pelos amigos era bem querido na redondeza . homem prestativo era sempre visto andando á pé . ( talvez ele não soubesse andar de bicicleta ) . com suas canelas finas e'' russas'' , o homem chamava um pouco atenção por onde passava . ainda mais quando colocava aqueles shorts largos .
mas foi numa madrugada de domingo p/ segunda que Zé pretinho viu uma coisa que levaria p/ resto de sua vida . ao chegar em casa vindo do bar , tentou entrar pela porta da frente . verificou que a mesma estava trancada . foi então, para os fundos , que por sinal o terreno era bem grande . cheio de plantas e um bambuzal ao lado de um poço . Zé se guiava pela claridade da lua . foi até o tanque , lavou o rosto , os pés...
ao virar-se para o matagal viu a imagem de um homem de cor avermelhada , careca e dando gargalhadas . a estranha figura parecia está pegando fogo... Zé não ficou p/ conferir mais detalhes . mexeu na maçaneta da porta , bateu , bateu e nada . a porta dos fundos também estava trancada . correu p/ rua e ao ir se distanciando escutava as risadas daquela sombria criatura .
naquela noite Zé dormiu na casa de seu ''tio Nina'', também pescador . mas , no dia seguinte ele só contou o ''acontecido'' para algumas pessoas . portanto , não adiantou . quase todos ficaram sabendo na praia . no começo dos anos 80, Zé pretinho ficou conhecido como ''o homem que viu o diabo''.
'' A SOMBRA DA MALA ''
Quando criança ou adolescente , nossa imaginação com certeza vai bem mais longe . porém , naquela época , em meados dos anos 80 , todos que passavam pela tal rua viam e eu também . era só escurecer que nós sabíamos que ela estava lá . a rua do Iate cortava a tal rua de nome Aristide Gouvêia , onde ficava a casa misteriosa . era ao lado da primeira barbearia do João . o curioso era que todos conseguiam ver . portanto , alguns achavam normal e outros como eu , achava aquilo meio estranho . a casa não era habitada , ( acho) . possuía uma amendoeira que há tempos não brotava uma folha sequer . e que ao escurecer aparecia na parede do segundo andar o seu maior mistério : '' à sombra de uma mala". uma maleta tipo 007 . quando passávamos pela tal rua de bicicleta ficávamos imaginando mil coisas e os que ficavam p/ trás davam o máximo do gás pra sair de perto daquela casa . coisa de moleque ? talvez , mas que existia a sombra de uma mala refletida na parede daquela casa , isso nós não tínhamos dúvida .
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