Quando eu era do primário nos anos 80, estudava num colégio próximo á minha casa de nome ''Instituto Sepetiba''. portanto, quase sempre ia á pé. mas num dia, meio que nublado pela manhã, pessoas vinham em minha direção e falavam com um tom de voz que dava pra entender alguma coisa. naquela hora da manhã a rua ficava cheia de alunos indo para o colégio. mas á frente, próximo á minha escola deu pra entender o falatório que havia na rua.
: - menino, não passa por aí. tem uma mulher morta presa na árvore. - disse uma senhora, com a mão direita no peito. resolvi escutar á mulher ,eu e mais algumas pessoas. ´porém, outras nem ligaram e resolveram ir adiante ver o acontecido.
mais tarde, quando todos entraram na escola e deu-se a hora do recreio fiquei sabendo do caso: ''uma mulher negra e gorda, tinha se enforcado em uma árvora e deixdo ao seu lado uma criança recém nascida numa caixa de papelão. provavelmente seria seu filho''. o fato ocorreu quase no final da rua Dr. Ary Chagas, onde quem vem da Rua da Floresta é a segunda entrada á direita.
passou-se algumas semanas e ficamos sabendo que alguns moradores da rua onde aconteceu o suicídio viam a mulher negra enforcada na árvore. com essa historia, algumas pessoas evitavam passar por lá á noite. então para encerrar o assunto, os moradores resolveram então, por fogo na árvore e depois cortá-la. mas custaram a esquecer que naquela rua uma mulher tinha morrido enforcada.

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