Miltinho, Sarará e tio Nina. pronto, a pescaria estava formada. mais uma noite de caceada pela ilha do tatu. ( cacear significa pescar á noite ). no caíque, três tipos de rede. 25,30 e 35. a primeira p/ camarão e as outras duas para peixe de pequeno e médio porte. Miltinho era o mais animado, porém, o novato do barco. tinha trazido de casa quase tudo p/ alimentá-los. pão com mortadela, café, biscoito, água... deixando assim, os outros livre desse trabalho. tio Nina, o mais experiente e muito conhecido pelos outros pescadores checava todos os equipamentos do caíque, junto com Miltinho, sue sobrinho. aproveitaram a maré alta e saíram sem o sacrifício de encarar o lamaçal, na escura baía de Sepetiba.
Sarará com suas remadas não conseguia pôr o barco em linha reta. tio nina já meio zangado, pediu a Miltinho p/ assumir á direção do remo. ao chegarem quase perto da ilha do Tatu ouviam latidos de cachorros. ( alguns moradores quando não queriam mais, deixam cachorros na ilha ). alguns barcos pesqueiros passavam por eles e os comprimentavam. Sarará ascendeu as bóias de luz que ficavam presas á duas pontas da rede. ( isso evitava perder o material á noite e outros pescadores viam que ali tinha gente pescando ). ao ser esticada no mar a rede ficava por um tempo até ser recolhida com alguns peixes preso nela. num momento de descanso, ti Nina ascendeu seu cachimbo, Sarará preparava seu lanche e Miltinho reclamava um pouco do frio que fazia. num exato momento ao olhar p/ ponta da ilha do Tatu, viu uma luz avermelhada e forte e que chamou a atenção dos três. que raios seria aquilo? luz vermelha na ponta da ilha ? - se perguntaram. não vinha de nenhum barco. os homens ficaram encucados. Sarará largou o café, comeu rápido o pão... tio Nina não falava nada. apenas observava e dava baforadas no seu cachimbo. Miltinho então, resolveu chegar um pouco mais perto. puxou a âncora p/ dentro do barco e começou a remar. Sarará pedia p/ que não fosse até lá. dito e feito.parecia que o ''branco de cabelos crespos'' tinha poder em suas palavras. Miltinho remava, remava... mas o caíque quase não saía do lugar. e pouco a pouco a luz vermelha e forte ia sumindo da ponta da ilha do Tatu.
no dia seguinte, o assunto na beira da praia era esse. tio Nina olhado p/ o mar, os homens ao seu lado. de repente chega Miltinho de bicicleta e entrega o dinheiro da pesca p/ seu tio. e lhe dá um recado : - tio, o Sarará falou que não vai pescar mais á note não!!
o recado dado foi precedido por longas risadas dos pescadores que ali estavam.

Nenhum comentário:
Postar um comentário